Projeto Mangues da Amazônia realiza plantio em área de manguezal na Resex Marinha de Tracuateua
Ação de reflorestamento ocorreu ao longo de 03 dias e contou com participação de moradores e lideranças comunitárias para recuperação de áreas degradadas por queimadas.

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Equipe do projeto Mangues da Amazônia, junto aos moradores locais.

Dentre as atividades que compõem os eixos de atuação do projeto Mangues da Amazônia, o reflorestamento se consolida como uma das principais ações voltadas à recuperação de áreas degradadas e à promoção da sensibilização ambiental. Desenvolvidas nas Reservas Extrativistas Marinhas atendidas pelo projeto, essas ações buscam fortalecer a relação das comunidades locais com o manguezal, ecossistema fundamental para o equilíbrio ambiental e a subsistência das populações costeiras.

No início deste mês de fevereiro, o projeto realizou a ação de replantio em uma área de aproximadamente 02 hectares na Resex Marinha de Tracuateua, na região da Comunidade do Sessenta, localizada próximo aos campos naturais do município. A atividade ocorreu ao longo de três dias e utilizou a técnica de transplante, que consiste na realocação de mudas de bancos naturais, de áreas onde não haveria possibilidade de desenvolvimento, para recompor áreas degradadas do manguezal.

A mudas recolhidas são realocadas para replantio em áreas selecionadas pelos pesquisadores.

As mudas replantadas são de espécies nativas de mangue, incluindo mangue vermelho, mangue branco e mangue preto, fundamentais para a estruturação do ecossistema, proteção das margens dos rios e manutenção da biodiversidade local. A escolha dessas espécies contribui para a recuperação funcional da área, respeitando as características naturais do ambiente.

A região onde a ação foi realizada sofre impactos recorrentes de queimadas, que acontecem sempre no segundo semestre de cada ano, nos picos dos períodos de seca da região, quando o fogo é ateado nas áreas de campo e acaba se espalhando, atingindo áreas de manguezal. Esse processo compromete não apenas a vegetação, mas também a fauna e os serviços ambientais prestados pelo ecossistema.

Parte das mudas replantadas nas áreas de recuperação.

“Nós estamos realizando a recuperação desta área, porém sabemos que o principal problema a ser combatido é o fogo”, explica Paulo César Virgulino, biólogo e pesquisador do projeto Mangues da Amazônia. Segundo ele, além das ações práticas de reflorestamento, o projeto atua na sensibilização das comunidades para o entendimento dos danos causados pelas queimadas, que afetam não apenas as florestas de terra firme e os campos, mas também os manguezais.

A ação contou com a participação direta de moradores e lideranças comunitárias, reforçando o protagonismo local na proteção do território. A área escolhida para o plantio funciona como via de acesso para a comunidade e para o escoamento da produção, o que torna a preservação do manguezal estratégica para a proteção do rio, a pesca, a produção local e o desenvolvimento sustentável da região.

Os moradores da região colaboraram no replantio durante os 03 dias de atividades.

Além do plantio, o projeto Mangues da Amazônia realiza o monitoramento contínuo das áreas reflorestadas, acompanhando o desenvolvimento das mudas e a recuperação do ecossistema ao longo do tempo. Esta área replantada vem há cerca de 01 ano sendo monitorada pelo eixo ambiental do projeto, onde se avaliam os impactos dessa degradação sobre a fauna e a produtividade, incluindo estudos sobre carbono.  As ações de educação ambiental acontecem por meio de diálogo com os moradores e também através dos clubes educativos, que levam informações sobre a importância dos manguezais para crianças e adolescentes das comunidades atendidas.

Com cinco anos de atuação, o projeto Mangues da Amazônia segue fortalecendo iniciativas de conservação, recuperação ambiental e educação socioambiental nas Reservas Extrativistas Marinhas do nordeste paraense, contribuindo para a proteção dos manguezais e para a melhoria da qualidade de vida das populações que dependem diretamente desses ecossistemas.

O projeto é realizado pelo Instituto Peabiru, Instituto Sarambuí e Laboratório de Ecologia de Manguezal da UFPA, com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.


Texto: Comunicação Mangues da Amazônia

Imagens: Ana Alves / Mangues da Amazônia

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