Do Quariterê ao América: Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha.

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O Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha foi criado em 1992, quando ocorreu o 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, em Santo Domingo, na República Dominicana, momento em que foi questionado a universalização do movimento feminista branco eurocentrado, que não levava em consideração as questões de raça e classe das mulheres negras.

No Brasil, a partir da criação da lei Nº 12.987 de 02 de Junho de 2014, essa data é dedicada em homenagem à luta de Tereza de Benguela contra o sistema escravista. Tereza viveu na década de XVIII, no Vale do Guaporé, em Mato Grosso, onde ficou conhecida como “Rainha Tereza” ao liderar com sua força política o Quilombo do Quariterê, após a morte de seu companheiro (José Piolho).

Tereza de Benguela (Imagem: Wikimedia Commons)

O Quilombo abrigava mais de 100 pessoas entre negros e indígenas e foi liderado por Tereza por meio de um parlamento e um sistema de defesa criado por ela. A causa da morte de Tereza é desconhecida. Alguns dizem que ela se suicidou após ser capturada por bandeirantes, outros, que ela foi assassinada. O Quilombo resistiu à escravidão por duas décadas e foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho, por volta de 1795.

Portanto, o dia 25 de julho não é uma comemoração, como as datas festivas, mas sim um momento importante para relembrarmos décadas de lutas e resistência frente ao racismo, ao sexismo e todas as formas de opressões e explorações de corpos femininos negros que perduram até os dias de hoje. É o movimento de recordar o passado e, a partir dele, pensar no futuro.

“A memória tem a função de preservar uma história, de projetar o futuro e dá a possibilidade de conexão entre o indivíduo e o lugar” (NASCIMENTO, 2020)

Logo, falar sobre o dia da mulher negra requer lembrar quem foi Tereza e compreender que as mulheres pretas nos dias de hoje podem ser frutos de sua ancestralidade.

Se formos olhar as histórias de quilombos e aquilombamentos pelo país, boa parte deles tem lideranças femininas.

Todas as lutas do passado têm forças femininas, que são silenciadas por falas masculinas, ou com a presença do homem que representa a força e tirando a força de outras mulheres” explica Aline Nascimento para a revista CLAUDIA (2020). Aline é historiadora e Mestra em Relações étnico-raciais do Instituto Identidades do Brasil.

O protagonismo das mulheres negras no Quilombo do América Bragança-PA

Rosete Araújo, 42 anos, marisqueira, Agente Comunitária de Saúde e Presidenta da Associação Remanescente Quilombola do América (ARQUIA). (Foto: Diego Carneiro/Mangues da Amazônia)

“A gente não quer mais os restos, a gente só quer o que é nosso de direito”

Rosete Araújo

“Ao longo dos mais de 300 anos de escravidão na história do Brasil, houve inúmeras formas de resistência e enfrentamento ao regime escravista, como as revoltas, fugas individuais e coletivas, recusa ao trabalho escravo, assim como a criação de quilombos […] essas comunidades foram aparecendo em várias localidades brasileiras […] Ao constituir o quilombo, a população negra passa a dar outro sentido ao território, transformando a terra, produzindo e cultivando no trabalho agrícola” (SANTIAGO; SMITH JÙNIOR, 2019, p. 265).

O povo negro é parte fundamental na história da Amazônia. Remonta a 1750, com a chegada de escravos vindos de Vila Bela da Santíssima Trindade (MT) em decorrência do ouro e da construção do “Forte Príncipe da Beira”. Outras migrações negras, principalmente do Pará, Maranhão e Ceará chegaram à região a partir de 1870, para extração da borracha, minérios e metais preciosos no “Ciclo do Ouro” e “Ciclo da Borracha”. Entre 1907 e 1912, trabalhadores advindos do Caribe (os barbadianos) contribuíram com a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (LAUDENIR, 2018).

O Quilombo do América, localizado na Rodovia PA 458 que liga Bragança à Ajuruteua (Km 07 do Ramal do Tamatateua), foi formado há mais de 200 anos, mas só foi reconhecido como Quilombo pela Fundação Cultural Palmares em 2 de fevereiro de 2015, após um processo de autorreconhecimento da identidade, levantamento histórico sobre a valorização dos conhecimentos tradicionais e da cultura africana no cotidiano da comunidade, conforme nos conta Rosete Araújo, Presidenta da ARQUIA (Associação Remanescente Quilombola do América).

A ARQUIA foi fundada em 2015, mas regularizada somente em 2017 como Associação Privada. Conta atualmente com 12 mulheres associadas, que desenvolvem diversos projetos artísticos e culturais voltados ao protagonismo negro das mulheres quilombolas, no intuito de valorizar a história e memória da ancestralidade africana e o fortalecimento da identidade do povo negro na sociedade bragantina.

Sede da ARQUIA, associação com notória liderança de mulheres, com muitas histórias de lutas e resistência no município de Bragança-PA. (Foto: Diego Carneiro/Mangues da Amazônia)

Violência e condições de trabalho

A violência contra a mulher é um fenômeno multideterminado que se expressa de diversas formas no cotidiano: psicológica, simbólica, verbal, física, sexual e patrimonial, que são ainda mais acentuadas quando utilizamos os marcadores de gênero e raça.

De acordo com o estudo Atlas da violência 2020, no período de 2008 a 2018 o Brasil teve um aumento de 4,2% nos assassinatos de mulheres. Entre as mulheres negras esse aumento foi de 12,4%, enquanto que no mesmo período houve uma queda de 11,7% nas taxas de homicídio de mulheres não negras (IPEA, 2020).

No Brasil, a mulher negra ainda hoje encontra-se numa situação de maior vulnerabilidade quando analisamos os indicadores das taxas de homicídio, inclusão no mercado de trabalho, desemprego, condições de trabalho e diferença salarial. Quando se trata desse público, a taxa de desemprego é 50% se comparada a outros grupos, e essa é uma realidade na vida das mulheres do Quilombo do América:

[…] tem pessoas aqui que tem curso superior sendo servente, não é desmerecendo, mas vamos valorizar o preto da comunidade. Aí vem os de fora, nem tem formação, se sentam no ‘bem-bom’ porque é branco. A gente sabe que oportunidade pra nós não tem, a gente já tendo essa formação não tem, imagina a gente não tendo […] é isso que eu falo ‘pras’ meninas: tá difícil? Tá! mas um dia a gente consegue […] a Marielle não morreu, não, tem um monte de Marielle por aí! Nós não somos uma Marielle? (Rosete Araújo)

Esse cenário de desigualdade se evidencia no acesso aos cursos de nível superior, na precarização das escolas públicas, na diferença salarial quando uma mulher negra com nível superior é inferior ao de uma mulher branca com a mesma formação (IPEA, 2020)

Rosete Araújo relata que já recebeu muitas críticas devido a sua luta em prol da garantia dos direitos da comunidade, mas afirma que assim como Marielle Franco, ela também não se nega à luta. Marielle Franco foi uma mulher negra, vereadora do Rio de Janeiro que foi assassinada em 2018, ano em que 68% das mulheres assassinadas no Brasil eram negras (IPEA, 2020).

Racismo, a crença da existência de uma superioridade de uma “raça” sobre as demais

A psicanalista Neusa Santos e sua obra “Tornar-se negro”, de 1983 diz que “a sociedade escravista, ao transformar o africano em escravo, definiu o negro como raça, demarcou seu lugar, a maneira de tratar e ser tratado […] e posição social inferior”

Como mulher preta, dentro dessa comunidade, nós encontra muita barreira, aqui dentro não, mas se a gente sai atrás do nosso direito, a gente encontra muita barreira, primeiro nós somos preta, barraqueira, que não tem o que fazer, que fica brigando à toa, se fosse cumprido a lei pra nós tava tranquilo, a gente não quer mais do que tá na lei, o que é nosso de direito, o que ainda é negado pros nossos avós, pros nossos bisavós, o que foram negados, quantas pretas morreram pra se conquistar uma lei?” Rosete Araújo

Maria Augusta, integrante da ARQUIA, 62 anos, parteira, marisqueira, lavradora, atualmente lidera três times de futebol na comunidade, um adulto e dois infantis . (FOTO: Diego Carneiro/Mangues da Amazônia)

“Eu já sofri muito preconceito […] no Bacuriteua (comunidade), se nós embarcava no ônibus ele não queria parar pra nós porque nós era preta, se nós embarcava no ônibus os branco sentava e nós não se sentava porque nós era preto” (Maria Augusta)

“as vezes a gente nem precisa falar, só o olhar […] tem vários tipos de racismo; a mulher negra ela sofre racismo pelo cabelo, quando vai ao médico, quando vai a escola, tudo, em todo lugar, as vezes o simples olhar, quando eles te olham dos pés à cabeça. A primeira coisa que eles olham é o pé, eles não olham pra cara do preto, eles olham pro pé, se tá rachado, encardido… vai tá de sandália, a unha tá suja, se trabalha na roça…” (Rosete Araújo)

Sônia Moraes, integrante da ARQUIA. (Foto: Diego Carneiro/Mangues da Amazônia)
Francinalva Silva, 32 anos, integrante da ARQUIA. (Foto: Diego Carneiro/Mangues da Amazônia)

“eles falam que a gente é pecador, eu só faço é responder que a gente é preta com orgulho […] um tempo eu não saia, principalmente não ia na igreja, porque a gente chega eles olham logo pra gente, eles não olham pro rosto, eles olham pros pés, pra perna se é bonito, se é feio […]” (Francinalva Silva)

“Se tinha 50 pessoas dentro da unidade e só tem uma preta… então culparam ela por ter roubado o celular. Então, é muito difícil, até tu provar que tu não fez, tu já tem apanhado muita chibatada, porque pra nós preto a vida não é fácil.” Rosete Araújo

Maria de Nazaré, moradora do quilombo do América ( Foto: Diego Carneiro/Mangues da Amazônia)

As mulheres da ARQUIA relatam quem certa vez, em uma data festiva no município de Bragança, foi doada comida estragada para as crianças que estavam no campo de futebol brincando. Logo em seguida, as crianças começaram a passar muito mal devido a intoxicação alimentar, apresentando quadros de infecção intestinal. Todos os hospitais da cidade ficaram congestionados e as ambulâncias e carros dos bombeiros não contemplaram a demanda. Ainda segundo os relatos não houve investigação alguma, ou qualquer punição aos responsáveis.

“Aí eles dizem que o quilombo é isso, é aquilo, mas o que eles querem com a agente, eles querem matar a gente…” Rosete Araújo

A animalização da pessoa negra é uma herança da escravatura. Nos tempos de mercantilização de pessoas negras, estas eram sequestradas e vendidas como animais e coisas que eram apalpadas, reviradas e testadas acerca de sua resistência e traços físicos, como dentes, boca, pele, braços, pernas etc. Eram pessoas vistas ali sem humanidade. O imaginário carrega até os dias atuais essa ideia, na fala de Rosete ainda vê-se que pessoas pretas são comparadas com macacos, não raro acontece em todo lugar.

“uma vez teve uma festa aqui e tocaram o carimbó, aqui a gente gosta muito de carimbó, o dj disse assim: ‘entrou as macacada’, naquele carimbó do macaco, por que que ele falou isso?!, porque ele tava dentro do quilombo”. Rosete Araújo

O Feminismo Negro tem em seu discurso uma linha forte que diz que enquanto as mulheres brancas estavam lutando para ter direito ao voto, as mulheres negras queriam ser reconhecidas como seres humanos. As mulheres pretas ainda são hiperssexualizadas desde o período colonial, tornando-as objeto sexual constantemente. Propaga-se no imaginário social a ideia de que são naturalmente sensuais, dessa forma essa sexualização acaba retirando delas uma humanidade, a possibilidade de receber afeto, a própria dignidade.  Tal ideia muitas vezes justifica o fato de que mulheres pretas são as maiores vítimas de violência sexual no Brasil (RIBEIRO,2019).

Uma outra herança da escravidão, a objetificação da mulher preta, acarreta em sérias estatísticas. Um estudo realizado pela Rede de Observatórios da Segurança divulgou em 2020 dados do relatório ‘A cor da violência: Uma análise dos homicídios e violência sexual na última década’. A pesquisa analisou dados do Sistema Único de Saúde (SUS) no período de dez anos, e nos resultados foi visto que em 2017 as mulheres negras sofreram 73% dos casos de violência sexual registrados no Brasil, enquanto que mulheres brancas foram vítimas em 12,8%. De 2009 a 2017, o número de mulheres pretas vítimas de estupro amentou quase dez vezes (REDE DE OBSERVATÓRIOS DA SEGURANÇA, 2020).

Um estudo da Fiocruz revelou outras disparidades raciais no que tange à violência obstétrica. Segundo a pesquisa, mulheres negras possuem maior risco de ter um pré-natal inadequado, realizando menos consultas do que o indicado pelo Ministério da Saúde; têm maior peregrinação entre maternidades, buscando mais de um hospital no momento de internação para o parto; e frequentemente estão sozinhas, com ausência de acompanhante durante o parto. Em grupos de mulheres que receberam o corte no períneo, 10,7% das mulheres pretas não recebeu anestesia local para a realização do procedimento, enquanto no grupo das mulheres brancas a taxa de não recebimento de anestesia foi de 8% (PINA; RIBEIRO, 2020).

“Mulheres pretas têm quadris mais largos e, por isso, são parideiras por excelência”, “negras são fortes e mais resistentes à dor” retrata ter ouvido Maria do Carmo Leal. Percepções falsas como essas, sem base científica, foram ouvidas em salas de maternidades brasileiras e chamaram atenção da pesquisadora Maria do Carmo Leal, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Para a pesquisadora, essas disparidades durante o pré-natal e o parto expressam o racismo estrutural. “Isso é uma questão de racismo, achar que são seres humanos diferentes, que não sentem dor”, reflete Maria do Carmo. “Não é um problema só do setor de saúde. O racismo é uma questão muito forte na sociedade brasileira, há um maltrato generalizado a essas populações (PINA; RIBEIRO, 2020).

Outra realidade é a solidão da mulher negra, que não é vista como companheira para relacionamento a longo prazo e estável. O entendimento dessa reificação se reflete em diversas situações cotidianas, algumas sutis, e outras alarmantes.

 “Observar que a objetificação da mulher negra, não se fez e se faz presente apenas em relação ao seu corpo, como também em relação as suas dores os levam a primeira idea de poder sobre a subjetividade. A sociedade ao mesmo passo que inflige à mulher preta as piores experiências subjetivas de existência seja ela social, econômica, educacional, infere e culpabiliza a mesma em seu processo de adoecer, infligindo através da representação do papel da mulher preta que “não sofre”, ou que é forte pelo seu “não” sofrimento, pelo não reconhecimento e até mesmo pela negação da dor. Consequentemente esta identificação com a qual desumaniza, fragiliza e pode causar uma insegurança muito grande lidar com os próprios sentimentos pelo simples fato de não lhe ser permitido vivencia-los em sua totalidade, sofrimento é uma manifestação legitima humana e a partir do momento em que não se respeita este direito está se desumanizando o sujeito a níveis de coisificação” (DIAS, 2020, PORTAL GELEDES)

A presidente da ARQUIA nos relata um pouco do que viveu em seu próprio grupo social:

“Essa melanina nossa, isso aqui influencia muito […] “Rosete Araújo

Certa vez um amigo de Rosete pediu à ela uma criança do quilombo para adotar, então foi questionado se ele achava que as pessoas do quilombo estavam dando os filhos.

“Por que só do quilombo? Tu acha que lá as mulheres parem e não tem amor? Eles acham que porque eu sou preta eu posso parir e eles podem tirar o meu filho que eu não vou sentir nada, que não tenho coração […]” (Rosete Araújo)

Crianças moradoras do quilombo. (Foto: Diego Carneiro/Mangues aa Amazônia)

Ainda vivenciamos o racismo religioso, onde as religiões de matriz africana como o candomblé e a umbanda são vistos sob uma ótica pejorativa, tida como algo negativo e para as religiões cristãs como pagão e pecador.

O preconceito gira em torno de que toda e qualquer atividade fora do cristianismo. As demais religiões ainda não são amplamente discutidas e ensinadas nas escolas de maneira adequada, ainda hoje se tem muito medo de ser praticante de religiões de matriz africanas, haja vista o cenário lamentável de violência no País. Em matéria publicada em um site jornalístico, só no primeiro semestre de 2019 houve um aumento de 56% no número de denúncias de intolerância religiosa em comparação ao mesmo período do ano anterior. A maioria dos casos são contra praticantes de crenças como a Umbanda e o Candomblé (SOUZA, 2020). Verificamos isso no município de Bragança, que abriga o Quilombo do América, descrito na situação:

A srª Maria Augusta inscreveu o time de futebol do quilombo para jogar em um campeonato de bairro na cidade de Bragança, do qual saiu vitorioso, mas a vitória foi questionada por outros competidores, afirmando que o time do quilombo havia vencido somente porque a dona Augusta era “preta feiticeira”. Dona Augusta disse: “eu ia processar ele, mas recebi o pedido de um colega que não fosse adiante”.

“é isso que vai acontecendo. A gente vai deixando, vai deixando e isso vai se tornando pior. Vem pede desculpa, uma desculpa só, diz que foi sem querer. Quantas vezes a gente vai ficar sofrendo porque foi sem querer. Tudo é sem querer, tudo é brincadeira […] eu falo assim, gente, a gente tá achando que isso é normal, mas isso não é normal, a gente tem que parar com isso, isso não é normal, nós não vamos mais aceitar isso!” Rosete Araújo

A história dessas mulheres pretas amazônidas reflete muita resistência, luta, mas também muito cansaço e desamparo, perpassando por um racismo institucional que se mantém há muito anos. No julho das pretas, queremos fomentar o debate e chamar para a reflexão do lugar que essas mulheres estão ocupando, e pelo que ainda estão passando, ao passo de que vemos constantemente as falácias de que “não existe racismo no Brasil”. Percebemos o quanto as mulheres seguem ainda estereotipadas e numa tentativa incessante de serem silenciadas e deslegitimadas quando reivindicam seus direitos e os da sua comunidade.

Nós, do Mangues da Amazônia, reafirmamos nosso compromisso ético e político com essas comunidades tradicionais, fortalecendo sua emancipação e empoderamento, pois o nosso trabalho também sempre foi feito com pessoas e para as pessoas, sendo necessário o recorte de classe, de gênero e de cor para que possamos melhor compreender essas realidades tão complexas.

Este artigo foi escrito pela equipe psicossocial do projeto Mangues da Amazônia, formada por Adiele Lopes e Dyandra Jamylle, a partir da Roda de conversa realizada com as mulheres da ARQUIA no dia 22/07/2021.

REFERÊNCIAS

GOVERNO DO PARÁ. SECRETARIA DE CULTURA. Mapa Cultural – Associação

Remanescente Quilombo do América. Disponível em:

IPEA.  Atlas   da        Violência        –          2020.   Disponível      em: https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/download/24/atlas-da-violencia-2020 Acesso em: 23 Jul. 2021 às 12:17

SANTIAGO, K. L. SMITH JÚNIOR, F. P. Quilombo do América e a Migração Negra. In:

Revista EDUCAmazônia -Educação Sociedade e Meio Ambiente, Humaitá. Ano 12, Vol

XXII,   Número          1,         Jan-Jun,          2019,   p.255-273.            Disponível      em: https://periodicos.ufam.edu.br/index.php/educamazonia/article/view/5774/4494 Acesso em: 23 Jul. 2021 às 11:50.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA. Tereza de Benguela: a escrava que virou rainha e liderou um quilombo de negros e índios. Disponível em:

https://www.ufrb.edu.br/bibliotecacecult/noticias/220-tereza-de-benguela-a-escrava-que-viro u-rainha-e-liderou-um-quilombo-de-negros-e-indios. Acesso em: 22 Jul. 2021 às 21:02.

Tereza de Benguela, uma heroína negra. Disponível em: https://www.geledes.org.br/tereza-de-benguela-uma-heroina-negra/

https://claudia.abril.com.br/cultura/25-de-julho-dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-carib enha/

A Saúde Mental e a Mulher Negra. Disponível em : https://www.geledes.org.br/a-saude-mental-eamulhernegra/?noamp=available&gclid=CjwKCAjwgISIBhBfEiwALE19SeB2faIaFE23KX57dUJRo398dAZJPcAhl3V7_Txc6sT38koBZqX_zxoCKz0QAvD_BwE

Racismo na saúde: nas maternidades do Brasil, a dor também tem cor. Disponível em : https://www.cartacapital.com.br/sociedade/racismo-na-saude-nas-maternidades-do-brasil-a-dor-tambem-tem-cor/

A cor da violência: mulheres negras sofreram 73% dos casos de violência sexual no Brasil em 2017, diz estudo Disponível em : https://www.abrasco.org.br/site/noticias/8m-mulheres-negras-sofrem-mais-violencia-obstetrica/45463/

Denúncias de intolerância religiosa aumentaram 56% no Brasil em 2019  Disponível em : https://www.brasildefato.com.br/2020/01/21/denuncias-de-intolerancia-religiosa-aumentaram-56-no-brasil-em-2019

“(Re)conhecendo a Amazônia Negra” traz olhar sobre desenvolvimento da negritude. Disponível em: https://www.geledes.org.br/reconhecendo-amazonia-negra-traz-olhar-sobre-desenvolvimento-da-negritude/?gclid=CjwKCAjwgISIBhBfEiwALE19SQgoFHJkWHiv1LOUadgwj6rOw6XDSdma_L30uHY7THstTwLsoXfhvRoCXgAQAvD_BwE RIBEIRO, Djamila. Pequeno Manual An

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